sexta-feira, 21 de março de 2014

Como prevenir lesões com o Pilates?

Texto escrito para o Blog de Escalada:


"A escalada exige uma série de movimentos repetidos, grandes amplitudes de movimento e muita força.

Este conjunto de fatores gera uma sobrecarga em músculos, tendões, articulações e ligamentos, que ainda pode ser agravada por uma postura incorreta durante a prática.

No meio da escalada são muito comuns entorses de tornozelo; lesões de joelho como ruptura de menisco e do ligamento cruzado anterior, e síndrome fêmoro-patelar; lesões de SLAP e manguito rotador no ombro; e ainda tendinopatia do músculo braquial (conhecida como “cotovelo do escalador”), luxações e rompimento de ligamentos do cotovelo.

É possível verificar também altos índices de dor lombar.

Muitas dessas lesões e dores são decorrentes de um movimento realizado de forma errada. Inicialmente, o atleta pode não perceber nenhum incômodo; porém a médio e longo prazo, este erro de movimento pode causar sérias consequências para o escalador.

O melhor tratamento neste caso é a avaliação e correção do gesto esportivo, que deve ser feito por um fisioterapeuta. Além disso, uma boa postura também ajuda a garantir movimentos mais adequados, pois aumenta a eficiência fisiológica e biomecânica e ajuda a diminuir a sobrecarga sobre as estruturas.

O Pilates é uma ótima ferramenta para alcançar estes objetivos, e pode ser inserido como um bom complemento ao treino de escalada.

Com o método Pilates é possível treinar os movimentos necessários à escalada de forma alinhada e segura e
também fortalecer a musculatura que dá suporte às articulações, aumentando sua estabilidade.

Existe ainda uma alta solicitação dos músculos profundos de abdômen e coluna, ajudando a estabilizar o tronco e prevenir dores e outros problemas de coluna.

Veja abaixo exemplos de como os exercícios do Pilates podem prevenir dores e lesões"


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segunda-feira, 17 de março de 2014

Nova parceria: Visionari

Venho anunciar uma nova parceria! A partir de agora você também encontra textos de fisioterapia e saúde na plataforma Visionari.

A VISIONARI é uma plataforma online com forte presença nas redes sociais, que nasceu com o propósito de divulgar assuntos de interesse do público 40+50+60+, abrangendo as áreas da saúde e bem estar, comportamento e cultura em geral.

E o nosso primeiro texto é sobre osteoporose e hidroginástica:



"Osteoporose: sim ou não à hidroginástica?

A osteoporose, diminuição substancial da massa óssea, é um processo natural do envelhecimento, principalmente em mulheres após a menopausa. É crônica, progride lentamente e sua principal consequência é a fratura. Porém, esta doença pode ser evitada com exercícios físicos, alimentação adequada e, no caso das mulheres, reposição hormonal.

Muitas pessoas associam a osteoporose com a fragilidade dos ossos, e por este motivo, recomendam que pessoas com sinais de osteoporose realizem atividades com pouco impacto, como ahidroginástica.

Entretanto, a estimulação dos osteoblastos (células responsáveis pela construção dos ossos) é dependente do efeito piezoelétrico (formação de cargas positivas e negativas em determinadas partes do osso) durante as forças de tração, exercidas pela ação muscular sobre os ossos durante exercícios com carga; e compressão, que ocorre devido ao impacto, em atividades como caminhada, corrida e dança....."


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Luxação cervical: entenda o quadro de Laís Souza


Hoje foi dia de abertura das Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia.

A ex-ginasta brasileira Laís Souza, que ficou conhecida na ginástica artística pelo salto sobre a mesa,  iria representar o Brasil na categoria esqui aerials, porém sofreu um acidente durante os treinamentos e não vai participar.

Entenda a lesão de Laís:

Laís esquiava com seu técnico, Ryan Snow, quando caiu e bateu a nuca em uma árvore, o que levou a uma luxação da terceira vértebra cervical. A luxação é quando ocorre deslocamento de um osso em relação a outro, como na figura à direita.

Entretanto, logo atrás da coluna vertebral, temos a medula espinhal (conjunto de fibras nervosas que ligam o cérebro ao restante do corpo). Sendo assim, se uma vértebra se desloca, é possível que a medula seja comprimida e lesionada, interrompendo, parcial ou totalmente, a passagem de inputs nervosos do cérebro para o nosso tronco e membros e vice-versa, abaixo do nível da lesão.




Logo após o acidente, a atleta foi levada ao Hospital Universitário de Utah, em Salt Lake City. Lá foi realizada a cirurgia de fixação da vértebra, porém ainda não se sabe se as sequelas serão temporárias ou não, já que os médicos não divulgaram se a lesão da ex-ginasta foi parcial ou completa.


No caso de Laís, como a lesão foi na cervical, comprometeu o movimento de braços e pernas (tetraplegia), além de funções como a respiração e a deglutição. Por este motivo, Laís respira com ajuda de aparelhos, e passou por um procedimento de gastrostomia (colocação de sonda para alimentação direta no estômago).

A atleta brasileira foi transferida para o Hospital da Universidade de Miami - o mesmo onde Jaqueline, do vôlei, foi após sofrer uma fratura cervical - onde passará pela fase de readaptação, que consiste em readaptar o organismo para a nova condição, já que ela agora tem que se acostumar com a posição deitada. Posteriormente, em um centro de reabilitação, a equipe de fisioterapia será essencial para avaliar os movimentos remanescentes de Laís e escolher uma cadeira de rodas ideal para seu caso, e a partir daí ela será treinada para ter o máximo de autonomia dentro de seu quadro clínico.

Vamos torcer para que Laís se recupere o mais rápido e melhor possível, e também para nossos atletas nos jogos olímpicos de Sochi!