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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Princípios da Contrologia

Quem conhece um pouco sobre a história do Pilates sabe que o nome dado ao método por Joseph Pilates era “contrologia”. Isso porque o mais importante para ele era o controle total do corpo e da mente, por meio dos exercícios.

Sendo assim, se quisermos ser fiéis ao método, precisamos saber bem quais são estes princípios, e respeitá-los durante toda a execução dos movimentos. Desta forma, podemos garantir que eles estão sendo feitos da maneira correta, no posicionamento ideal, pois só assim teremos os resultados esperados, e o mais importante: estaremos prevenindo lesões!



Vamos falar agora sobre cada princípio:

Respiração:

A respiração é um dos princípios mais importantes do método Pilates, e por este motivo está presente em todos os exercícios. Devemos usar um padrão respiratório eupneico (não aumentar nem diminuir a frequência respiratória), utilizando a parte inferior do tronco. Você deve tentar expandir sua caixa torácica lateralmente na inspiração (quando puxar o ar), e durante a expiração (quando soltar o ar), enfatizar o fechamento da caixa torácica. Um bom jeito de visualizar isto é colocar as mãos na região das últimas costelas e senti-las abrindo para os lados na inspiração e descendo na expiração.

Também fica mais fácil se você respirar com os lábios semiabertos, tentando contrair o músculo transverso do abdome.

Concentração:

A concentração está diretamente relacionada com a atenção. Para realizar um exercício com concentração, precisamos estar atentos a todos os estímulos que recebemos. Estar presente com a mente, comandando os movimentos, para que eles saiam de forma harmoniosa, precisa e efetiva.

Devemos nos concentrar em cada parte do corpo, na sua disposição e se o alinhamento está correto. Também precisamos nos concentrar para respirar corretamente durante todo o movimento, e para executar a ação física da melhor forma possível, percebendo cada músculo que está ativado.

Alinhamento Postural:

Melhorar a postura é um dos motivos que levam milhares de pessoas a procurar o método Pilates. Ao contrário de exercícios de musculação, onde o foco é a parte do corpo que está contraindo, o Pilates é um exercício global. Todas as estruturas do corpo devem estar alinhadas durante a prática do Pilates. Sendo assim, até mesmo exercícios para as pernas ou braços estão focados na postura e melhoram a posição do tronco.

É importante ter a sensação de crescimento, tanto na coluna vertebral como nos membros, como se quiséssemos aumentar os espaços entre as vértebras e as outras articulações.


*Texto escrito para a Revista Pilates

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dicas de exercícios de Pilates para corredores

Já escrevi aqui os benefícios do Pilates para corredores. Sabemos que o Pilates vem sendo usado não somente como uma atividade complementar, mas como diferencial para aumentar a performance do atleta e prevenir dores e lesões, por meio da correção do gesto esportivo, seja a pisada, posicionamento de tronco durante a corrida e absorção do impacto nas articulações, diminuindo a sobrecarga.

Veja a seguir exemplos de alguns exercícios indicados para os corredores:

Começando com os alongamentos, ideais para intercalar com os treinos onde é exigida maior performance, ou um dia após uma prova ou treino mais pesado.





Aqui vemos o alongamento de tríceps sural (músculo da panturrilha), que pode ser feito bilateral (à esquerda) ou unilateral, intercalando direita e esquerda (à direita).




Alongamento de isquiotibiais e tríceps sural (cadeia muscular posterior de membros inferiores). O aluno começa na posição sentada, e vai estendendo as pernas, inclinando o tronco à frente, empurrando o carrinho para trás.

Neste exercício, temos também o alongamento de toda a cadeia muscular posterior dos membros inferiores, porém aliado à fortalecimento de abdômen e braços. Na primeira foto, vemos a posição do elefante, na qual é exigida a flexibilidade dos músculos posteriores da perna. Conforme o atleta empurra o carrinho para trás, vai para a posição de prancha, onde é exigida a força dos membros superiores e do CORE (musculatura de tronco), para estabilizar a posição, de forma isométrica.
Ao retornar à posição inicial, é exigida a contração concêntrica do abdômen.





Agora vamos aos exercícios de fortalecimento. Na foto a seguir, temos o fortalecimento do quadríceps (músculo da coxa), de forma excêntrica - quando o atleta inclina para trás - e concêntrica - ao retornar à frente. É importante realizar este exercício com o corpo alinhado, como se fosse uma tábua (sem colocar a pelve para trás, ou o tronco para a frente. Desta forma, os músculos do CORE também serão ativados, para estabilizar a posição.


Ao lado, temos um exemplo de fortalecimento de quadríceps no agachamento, que pode ser feito de maneira isométrica, mantendo a posição, ou isotônica, agachando e levantando repetidamente. O grande diferencial deste exercício é o uso do BOSU, que cria uma superfície instável, dificultando o exercício, pois exigirá também muita estabilidade e equilíbrio, principalmente quando usado com a parte convexa para baixo. Aqui é importante que o professor corrija o posicionamento de joelhos, mantendo o alinhamento da patela para a frente (é comum vermos pessoas com o joelho para dentro, o que sobrecarrega a articulação). Fazer o exercício de maneira correta previne diversos problemas no joelho como a síndrome fêmoro-patelar e a tendinopatia patelar, muito comuns em corredores.

E agora, vamos aos exercícios mais funcionais, que vão trabalhar habilidades, movimentos e posturas exigidas durante a corrida.



No exercício acima, trabalhamos, além da força de quadríceps, o movimento de impulsão. É importante ressaltar novamente o posicionamento dos joelhos (como no exercício anterior), e o alinhamento da pelve, que não pode rodar muito. Na corrida o movimento de rotação da pelve também deve ser mínimo. O encaixe da pelve em relação ao tronco, e o da coluna, também devem ser neutros (sem anterversão nem hiperlordose), e o tronco deve estar ereto.




Aqui a impulsão é trabalhada de maneira ainda mais dinâmica e mais próxima do movimento da corrida: utilizando o disco de rotação, é possível verificar se o atleta tem tendência a fazer a rotação da pelve e/ou do tronco. Devemos pedir o movimento saindo do agachamento a fundo, subindo para a posição em pé com apoio unipodálico, e retornar ao agachamento, sem que o disco rode. É exigida muita estabilidade de todas as articulações do membro inferior e do CORE, garantindo que o atleta, ao realizar a passada durante a corrida, também tenha esta estabilidade e alinhamento.





Acima, usamos o reformer com a plataforma vertical, e pedimos saltos com os dois pés, e depois alternando-os. Apesar de sabermos que o movimento vertical na corrida não é desejado (há maior gasto energético, e perda de deslocamento para a frente), utilizamos este exercício para treinar a extensão completa de membros inferiores, utilizada na impulsão; e a aterrissagem com amortecimento da sobrecarga.  O atleta deve ser capaz de aterrissar com o joelho alinhado, para evitar os problemas já citados acima, e utilizando bem seus músculos de forma excêntrica. Pedir que o atleta aterrisse sem fazer muito barulho contra a plataforma é uma boa forma de saber se o impacto está sendo atenuado corretamente.

 

O exercício acima, realizado na chair, deve ser realizado com as molas bem leves. Desta forma, irá exigir muito controle de pelve. Sabemos que muitos atletas deixam a pelve "cair para o lado" durante o apoio unipodálico, pois não conseguem ativar corretamente o glúteo médio (às vezes o músculo é forte, mas não ativa da maneira correta durante o movimento). Se isto ocorre na corrida, teremos a adução do membro inferior (perna para dentro, cruzando a linha média do corpo), podendo causar diversos problemas, como síndrome da banda íleo-tibial, síndrome fêmoro-patelar, entorses de tornozelo, entre outros. Neste exercício, a posição ajoelhada "obriga" que a estabilidade e equilíbrio do atleta seja feita com o uso do glúteo médio, pois retiramos a ação do tornozelo, e podemos verificar e corrigir caso o atleta faça a adução excessiva do membro de apoio.



O exemplo acima nos mostra um exercício bom para aqueles atletas que não tem um bom tônus extensor, ou seja, que não conseguem manter o tronco ereto, com aquela "intenção de crescimento" durante a corrida. O movimento deve ser realizado de forma rápida, para que a energia acumulada na descida seja utilizada para a subida. Quanto mais ereto, ou seja, quanto mais tônus extensor, mais repetições o atleta conseguirá realizar, pois haverá menor dissipação de energia. Ele deve elevar uma perna enquanto agacha para sentar na bola, e imediatamente levantar-se, apoiando os dois pés, numa postura ereta perfeita. Fazemos o exercício alternando os membros.

Ao lado, treino da passada, utilizando uma resistência que aumente a exigência do movimento. Aumentando-se esta exigência, os possíveis desalinhamentos serão acentuados, e assim poderão ser corrigidos pelo professor. É importante pedir que o atleta use todas as habilidades e posturas exigidas nos exercícios anteriores: tronco ereto, pelve estável sem queda para a lateral nem rotação e joelhos alinhados (tanto o de apoio como o da passada).
Além disso, este exercício exige muito equilíbrio e estabilidade do tornozelo de apoio, e podemos verificar se o tornozelo é estável ou se tem tendência a pronar/supinar, se o arco do pé é forte, e se o apoio dele no chão é eficaz. O próprio exercício já trabalha estas habilidades, porém se houver algum déficit acentuado, o professor pode trabalhá-los individualmente, com exercícios mais fáceis, e progredir para este, para avaliar a evolução. 






Para finalizar, selecionei alguns exercícios utilizando o TRX (treinamento suspenso), muito utilizado no treinamento funcional. Os exercícios acima trabalham a força de membros inferiores, superiores (nas duas últimas fotos) e CORE, além de muita estabilidade de todas as articulações envolvidas.

Existem mais inúmeras possibilidades de exercícios de Pilates para corredores, e os benefícios são muitos.

Veja aqui o exemplo de um maratonista que aliou o Pilates aos seus treinos e teve ótimos resultados.

Entretanto, é muito importante que os treinos, tanto do Pilates, como da corrida em si, sejam acompanhados por um profissional da área, capacitado para detectar as necessidades e objetivos do atleta.

Saiba onde praticar

Veja também:

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Bursite de quadril

Se você sente dor na região lateral do quadril, provavelmente já ouviu dizer que é bursite. Mas você sabe o que é isso?



Temos no nosso corpo diversas proeminências ósseas (locais onde o osso é mais saltado). para evitar que estas proeminências tenham atrito excessivo com os tendões e músculos próximos a elas, existem pequenas bolsas de fluido chamadas bursas. As bursas estão presentes em praticamente todos os segmentos de nosso corpo, porém entre as mais "conhecidas" (entenda-se: as que provocam maiores problemas) são a subacromial (do ombro) e a trocantérica (uma das bursas muitas do quadril).

A bursite trocantérica - ou bursite do quadril - é um processo inflamatório da bursa que recobre o trocânter maior (osso proeminente na lateral do quadril). Está geralmente associado a inflamações de músculos que passam ou se inserem no trocânter, como o músculo tensor da fáscia lata e o glúteo médio.



Os primeiros sintomas são dor aguda e intensa na região lateral do quadril, como pontada ou queimação, que pode irradiar para a parte posterior e inferior da coxa. Pode ser desencadeada por um trauma direto na bacia (como cair sobre o quadril ou bater a lateral da coxa na quina de uma mesa), ou então após longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. Também é comum após acordar, se a pessoa tiver dormido sobre este quadril, e ao cruzar uma perna sobre a outra (como fazemos para sentar na posição de índio ou para amarrar o tênis). Quando se torna crônica, a dor passa a ser mais difusa porém mais forte.





Apesar do trauma direto ser uma das causas, é mais comum que ocorra por uso excessivo da musculatura da região, que fica sobrecarregada. Esta sobrecarga é ainda pior quando há um desalinhamento postural, pois este causa um desequilíbrio muscular, forçando mais alguns músculos e gerando a inflamação do local.

Desta forma, pessoas que tenham alterações posturais como escoliose, diferença no comprimento das pernas ou alteração da pisada estão mais propensas a desenvolver a bursite trocantérica.


Outros fatores de risco para desenvolver a doença são artrite reumatoide, prótese de quadril e presença de osteófitos (acúmulo de cálcio) na região.

O tratamento a curto prazo deve focar a redução do processo inflamatório, com compressas de gelo por 20 minutos a cada 2 horas, anti-inflamatórios e repouso, evitando as posições e movimentos que aumentam o atrito no quadril.

Este tratamento inicial irá curar o sintoma (dor, inflamação), mas não irá tratar a causa, que é o desalinhamento da postura ou o desequilíbrio muscular. Portanto, se a longo prazo estes fatores não forem tratados, a dor e a inflamação voltarão.

Sendo assim, após a resolução do processo inflamatório, o ideal é procurar um fisioterapeuta que te avalie como um todo, identifique suas alterações posturais e seus desequilíbrios musculares. Após esta meticulosa avaliação ele poderá tratar - por meio de exercícios, manipulações, bandagens, entre outras técnicas - a causa da sua sobrecarga, permitindo que você volte a desempenhar suas atividades diárias e esportivas normalmente!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pilates para bailarinos

Controle, precisão, respiração, fluidez, coordenação, alinhamento, centralização, estabilidade, integração, consciência corporal.

Esses conceitos estão amplamente relacionados à prática do Pilates, certo? E por que não relacioná-los também à dança?


Um bailarino deve ter todas essas características para que o movimento coreográfico seja bem executado. E todas elas podem ser treinadas e aprimoradas com o Pilates.


A consciência corporal, essencial na prática do método, favorece o alinhamento e a integração das estruturas do corpo. Um bailarino que não conhece bem seu corpo não é capaz de executar movimentos limpos, suaves, e ao mesmo tempo firmes e definidos.

A técnica do Pilates prioriza a qualidade da execução do movimento, e não a repetição ou a carga. Por isso seus exercícios são de baixo impacto, utilizando poucas repetições e o peso do próprio corpo ou a resistência de molas. Desta forma, prioriza a definição: definição dos músculos, sem  hipertrofia (aumento de massa muscular); e definição dos movimentos, tornando-os mais harmônicos. 

Esta harmonia é atingida por meio de exercícios de controle e precisão, nos quais a respiração adequada facilita a ação da musculatura abdominal, promovendo a centralização da força no tronco (o famoso CORE). Isto permite que os movimentos dos membros sejam mais fluidos e coordenados, tornando-se mais bonitos aos olhos. Além disso, garante estabilidade para a coluna e outras articulações, diminuindo o risco de lesões.


Lesões em pés, tornozelos, joelhos, quadris e lombar são muito comuns no meio da dança. Sabemos que vários bailarinos sentem dor, porém devido à necessidade de usar seu corpo como instrumento de trabalho, convivem com ela. Estas lesões, em sua maioria, vem de um volume de treinamento muito alto, associado a desalinhamentos articulares e desequilíbrios musculares, que mesmo quando pequenos, são repetidos inúmeras vezes durante um ensaio, em que o bailarino repete sequências de saltos, giros, levantamentos e acrobacias. O excesso de repetição leva a uma sobrecarga dessas estruturas e consequentemente à lesão.

Com o Pilates, é possível treinar estes movimentos de forma mais alinhada e segura. Também é possível fortalecer a musculatura que dá suporte às articulações, deixando-as mais estáveis e com capacidade de absorver maiores cargas. Treina-se também a mobilidade das estruturas, principalmente da coluna, promovendo um movimento mais harmônico das vértebras, diminuindo as regiões de hipo ou hipermobilidade.



A flexibilidade também é muito desenvolvida com o Pilates, que treina esta habilidade de forma gradual e dinâmica. Deste modo, oferece ao bailarino uma forma de alongar sem sofrimento, diferente do que costumamos ver em aulas de ballet, nas quais alguns instrutores forçam as articulações de seus dançarinos além dos limites anatômicos do corpo.



Historicamente, também há uma grande relação do Pilates com o ballet: Joseph Pilates desenvolveu o método durante a 1ª Guerra Mundial. Em 1926, mudou-se para Nova York e abriu seu primeiro estúdio próximo ao New York City Ballet. Muitos bailarinos viram a força, definição muscular e flexibilidade de Pilates e resolveram praticar o método, que foi aprimorado e adaptado para atender às necessidades dos dançarinos. O resultado foi melhora da performance e diminuição de lesões.

Muitos destes dançarinos tornaram-se discípulos de Pilates e ajudaram a difundir o método pelo mundo. No Brasil, a técnica chegou em 1991, trazida por Alice Becker Denovaro, bailarina profissional que se reabilitou de uma grave lesão no joelho utilizando o método de Pilates, voltando a dançar até melhor que antes, como solista na Companhia de Balé do Teatro Castro Alves, na Bahia, onde foi aberto o primeiro estúdio de Pilates do Brasil.


Seguem alguns vídeos com exemplos de exercícios do Pilates utilizados para bailarinos:






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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sucesso!! 1º Workshop de Pilates em Crianças e Adolescentes

O primeiro Workshop de PILATES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES foi um sucesso!

Nele, tivemos a oportunidade de discutir o contexto da criança e do adolescente na sociedade atual, características e necessidades desta geração, e é claro, todos os benefícios que o Pilates e o  Método Pilates Postura Funcional pode dar a esses jovens.


Além disso, os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar a prática do Pilates e trocar informações e experiências.
Confira algumas fotos:
















E então formamos mais uma turma:


O sucesso foi tanto, que já abrimos uma nova turma, programada para novembro!

NÃO PERCA ESSA OPORTUNIDADE!!

Informações: 
fisioterapia.denisepripas@gmail.com
                   ou
pilates@neafstudio.com.br

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Treinamento suspenso - TRX

Durante a Guerra do Golfo, os soldados americanos começaram a amarrar as fitas dos paraquedas nas estruturas fixas disponíveis para se exercitarem utilizando a força da gravidade como resistência. Daí surgiu o treino suspenso. Por não terem muito espaço e tempo para treinar, eles precisaram criar um equipamento que fosse compacto e de fácil transporte. O TRX como conhecemos hoje, porém, foi criado há cerca de 10 anos por um ex-oficial da marinha americana dentro de laboratórios universitários.

Com duas tiras presas ao teto ou em estruturas fixas posicionadas em uma altura certa e o peso do próprio corpo, a pessoa é capaz de realizar uma série quase ilimitada de exercícios muito dinâmicos e divertidos, além de funcionais.

Os exercícios realizados de maneira suspensa são capazes de trabalhar a força, flexibilidade, equilíbrio, estabilidade do CORE e mobilidade simultaneamente, de forma segura, desde que acompanhado por um profissional capacitado. A intensidade pode ser regulada de acordo com o posicionamento do individuo em relação ao suporte e com o grau de inclinação do corpo.



Para se manter de maneira alinhada e equilibrada, o praticante deve acionar os músculos do CORE e outros diversos músculos estabilizadores. Para que ele não se machuque, portanto, deve ter uma boa resistência muscular além de um bom preparo físico. Caso contrário, pode acabar no chão ou com algum problema de coluna.

Alguns dos benefícios da prática do treino suspenso são:



  • Desenvolvimento da consciência e controle corporal
  • Melhora da postura
  • Melhora da resistência muscular
  • Prevenção de dores e lesão
  • Melhora do desempenho atlético
  • Efeito positivo na saúde da coluna vertebral
  • Melhora da eficiência dos movimentos
  • Melhora do equilíbrio
  • Melhora da força
  • Melhora da flexibilidade

FISIOTERAPEUTA FERNANDO PRIPAS

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Pilates para corredores