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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Como construir banheiros para deficientes físicos /cadeirantes

O banheiro é um dos maiores desafios diários para pessoas com deficiência física, sobretudo para os cadeirantes. Por isto, a reforma ou construção da casa onde vivem, requer um projeto especial.



Qualquer pequeno detalhe facilita ou dificulta muito o acesso e a independência do cadeirante.

Veja uma relação do que não deve ser esquecido:

. As portas precisam ter a largura de no mínimo 80cm; 
. As torneiras devem preferencialmente ser do tipo pressão e os misturadores monocomando (tanto na pia quanto no chuveiro); 
. As maçanetas devem ser do tipo alavanca; 
. O espaço livre no banheiro deve ser suficiente para manobrar a cadeira (para o giro de 360º, é necessário um diâmetro de 1,5m livre); 
. São necessárias barras de apoio em todo o banheiro, para uso do chuveiro, do vaso e da pia; 
. A altura da pia deve ser de 80cm do piso com o vão livre abaixo de 70cm de altura; 
. A borda inferior do espelho deve estar a uma altura de 90cm do piso; 
. As portas dos boxes devem ter no mínimo 0.80cm de largura, mas se for possível é preferível não haver porta; 
. O espaço do box deve ter 1,50 x 1,50 m 
. Os assentos dos vasos sanitários tem que estar a uma altura de 46cm do piso; 
. Os desníveis máximos no piso devem ser de 2cm.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cadeira Anfíbia

Começou com o projeto Praia Para Todos no Rio de Janeiro.

A cadeira anfíbia é uma cadeira que permite o acesso de deficientes físicos à praia. Por poder ir tanto na areia quanto no mar, recebeu este nome.


Quando a personagem Luciana, interpretada por Alinne Moraes, foi pela primeira vez à praia após o acidente que deixou-a paraplégica, usou esta cadeira. A ideia foi para a telinha da Globo e assim conquistou novos espaços.


Hoje em dia esta cadeira existe em diversas praias do RJ e de SP. Em São Paulo, temos nas praias Ilha Bela, São Sebastião, Bertioga, Guarujá, Santos, Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém e Ubatuba, e até mesmo na praia de água doce de Ilha Solteira, no interior do estado.


Esperamos que esta moda pegue e que a acessibilidade seja realmente para todos, em qualquer lugar!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Queda na Ginástica Artística

Ontem, dia 26/10/11, a ginasta peruana Sandra Collantes sofreu um acidente durante sua apresentação na etapa All Around (individual geral) da ginástica artística, na qual as ginastas disputam em todos os aparelhos (faz-se a soma das notas em cada um dos 4 aparelhos).

A peruana estava em sua primeira rotação, nas barras paralelas assimétricas, e na hora da saída do aparelho bateu a nuca na barra mais alta.

Veja o vídeo:



A ginasta foi então imobilizada e levada ao hospital Real San José com suspeita de lesão cervical, porém os exames não detectaram lesão grave.

Um acidente parecido ocorreu com a Jaqueline, do vôlei, que também foi levada ao mesmo hospital com fratura cervical e passa bem.















Felizmente as atletas estão bem, e não ocorreu nada mais grave, como uma lesão medular.

Agora nos resta continuar torcendo por nossos atletas nesse Panamericano!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Transplante de células tronco na lesão medular


Já falamos aqui sobre a lesão medular e suas consequências, entre elas a paraplegia.
Ontem vimos uma notícia muito animadora a respeito de um transplante de células tronco bem-sucedido e um paraplégico que recuperou os movimentos das pernas. Veja a reportagem:

"Paraplégico dá primeiros passos após transplante pioneiro na Bahia.

Policial militar voltou a movimentar as pernas após nove anos.
Foram usadas células-tronco mesenquimais retiradas do próprio paciente.

Após seis meses do transplante de células-tronco realizado em Salvador, o major da Polícia Militar, Maurício Ribeiro, deu os primeiros passos. Ele caiu de um telhado e passou os últimos nove anos sem nenhum movimento da cintura para baixo.



"Eu dei o passo e me senti estranho, porque nove anos sem caminhar e perceber que eu estava conseguindo fazer isso sobre minhas próprias pernas. Então, foi uma sensação muito boa", emociona-se Maurício.

A cirurgia foi realizada depois de cinco anos de pesquisa. No procedimento, os médicos retiraram do osso do quadril do próprio paciente células-tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se transformar em diversos tipos de tecido, e injetaram diretamente no local onde a coluna foi atingida.

A técnica pioneira no país foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz, no laboratório do Hospital São Rafael, em Salvador, onde está um dos mais avançados centros de terapia celular da América Latina. Dois meses depois de operado, Maurício já se equilibravasobre as pernas e até pedalava nas sessões de fisioterapia. Os médicos não sabem ainda se ele e os outros 19 pacientes que serão submetidos ao mesmo tratamento vão voltar a andar normalmente, mas já comemoram os resultados.



"É muito gratificante, e não somente isso, saber que isso é apenas uma ponta de iceberg, que com os resultados positivos nós podemos expandir essa técnica para um número maior de pacientes no futuro, além de continuar pesquisando formas de aprimorá-la", pontua Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião.

Em entrevista, o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça dá detalhes sobre o tratamento, confira no vídeo ao lado.

A família do policial militar nunca perdeu a esperança. "Quando aconteceu essa cirurgia, eu tive certeza de que Deus estava com a gente e que ele ia conseguir andar", declara Márcia Ribeiro, esposa de Maurício.

"Para quem não tinha nenhuma perspectiva, e hoje eu já tenho uma perspectiva de estar no andador, dando os primeiros passos, já é sinal de que alguma coisa está acontecendo, e daqui para frente acho que só tende a melhorar", espera Maurício."


Vemos que, apesar de ser um estudo ainda em fase teste, temos resultados promissores. Logo não podemos perder a esperança de um dia conseguir a cura da lesão medular e outras deficiências físicas.


Fonteg1.globo.com

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Lesão medular

A medula espinhal faz parte do Sistema Nervoso Central (SNC), servindo de conexão entre o cérebro e o restante do nosso corpo. Localiza-se dentro da coluna vertebral, levando o comando do cérebro para os músculos e também para órgãos, exercendo assim o controle de funções vitais como respiração, circulação sanguínea, digestão, excreção e reprodução, além da homeostase (manutenção da temperatura, pressão etc). A medula também recebe informações sensitivas como tato, calor e dor e envia para o cérebro, que faz o processamento destes dados.



A lesão medular é qualquer afecção da medula, que pode levar a danos neurológicos, reversíveis ou não, como perda ou diminuição da função motora, alterações da sensibilidade e complicações da função das vísceras.

As principais causas de lesão medular são:

- traumáticas
acidente automobilístico;
ferimento por arma de fogo (FAF);
ferimento por arma branca (FAB);
mergulho em águas rasas;
quedas.

- não traumáticas
tumores;
processos infecciosos;
malformações congênitas;
processos degenerativos e/ou compressivos.

O nível da lesão determina a gravidade da mesma, pois quanto mais alta for a lesão, maiores serão as consequências (perde-se função de membros e órgãos sempre abaixo do nível da lesão). Quando a lesão ocorre no nível cervical, perde-se a função dos quatro membros, e denomina-se tetraplegia. Se for acima da vértebra C4, também ocorre disfunção da musculatura respiratória, e o paciente terá dificuldades em respirar, muitas vezes necessitando de aparelhos de ventilação mecânica. Já a paraplegia é a perda de função dos membros inferiores, que ocorre em lesões torácicas e lombares.

A lesão também pode ser classificada como completa - quando há perda da função motora e sensitiva - ou incompleta - quando a sensibilidade é preservada, mas os movimentos são perdidos.

Após qualquer lesão medular, deve-se realizar uma avaliação pormenorizada a fim de detectar todas as disfunções e ainda as funções potenciais e remanescentes do paciente. Desta forma, é possível um programa de reabilitação personalizado, visando a restauração de determinadas funções, e a adaptação relativa às funções perdidas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Úlceras por pressão

Uma complicação muito comum em pacientes acamados são as úlceras por pressão, também conhecidas como úlceras de decúbito ou escaras.

As úlceras por pressão são lesões localizadas na pele, em geral em regiões de proeminências ósseas, sobre as quais o paciente passa muito tempo apoiado. Nestes locais, ocorre compressão dos vasos sanguíneos, com diminuição da circulação local e até mesmo isquemia. As regiões mais afetadas são calcanhares, maléolos, tuberosidades isquiáticas (glúteos), trocânteres do fêmur, sacro e occipital (região posterior da cabeça).

As úlceras se iniciam nas camadas mais profundas da pele, próximo às superfícies ósseas, e evoluem até eclodir superficialmente na pele. Por este motivo, uma simples vermelhidão pode, na verdade, ser uma úlcera avançada, que ainda não estamos vendo. O melhor tratamento então é a prevenção!

Previna as úlceras por pressão:

- Cuidados com a pele: realize higiene adequada, mantendo a pele sempre hidratada com cremes ou óleos apropriados. Evite o contato com fezes e urina.

- Diminua a pressão de apoio na região: mude o paciente de posição a cada 2 horas. Utilize colchão macio de espuma tipo "caixa de ovo". Apoie regiões com proeminências ósseas sobre coxins ou almofadas de gel.




- Nutrição: garanta ingesta nutricional e hídrica adequadas.

Lembre-se: uma úlcera não tratada pode levar um paciente a 6 meses a mais de internação hospitalar, aumenta o risco de infecções e pode evoluir para amputação, caso não tratada corretamente. A qualquer sinal de vermelhidão ou palidez excessiva, retire a pressão do local e, se necessário, procure ajuda especializada.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Rugby em cadeira de rodas



O esporte adaptado - especialmente modificado para pessoas com deficiência - existe desde o início do século XX, porém teve seu "boom" após a Segunda Guerra Mundial, época na qual aumentou exponencialmente o número de pessoas com deficiências físicas. Em 1960 ocorreram os primeiros Jogos Paraolímpicos, que são sempre jogados logo após os Jogos Olímpicos convencionais.

O Rugby em cadeira de rodas foi adaptado para pacientes com lesões medulares altas (tetraplégicos), que jogam com uma bola de voleibol e cadeiras de rodas especialmente projetadas para a maior segurança dos jogadores. O objetivo é fazer com que a bola ultrapasse uma determinada linha no fundo da quadra.

Os atletas costumam ganhar muita força nos membros superiores e melhorar muito o equilíbrio de tronco durante os treinos e jogos, e desenvolvem velocidades tão altas nas cadeiras de rodas, que os jogos são marcados por muitas colisões entre cadeiras, e o esporte foi apelidado então de murderball (bola assassina).



Nos dias 11 e 12 de agosto, será realizado no Rio de Janeiro o II Workshop de Saúde no Rugby em Cadeira de Rodas.
Veja mais sobre este esporte e sobre o workshop em Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas