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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Exercícios de Pilates para idosos - escrito para Revista Pilates

O corpo humano foi projetado para se mover com velocidade, força, agilidade e resistência, numa surpreendente variedade de amplitude de movimentos. Infelizmente, condições como envelhecimento e sedentarismo culminam com a perda ou diminuição destas habilidades. Para prevenir ou diminuir os déficits que o idoso está sujeito, é essencial a prática de alguma atividade física, e o Pilates é uma ótima alternativa! Entre seus benefícios estão:



• Equilíbrio e alinhamento postural;
• Força, resistência, potência, flexibilidade e estabilidade;
• Coordenação motora;
• Condicionamento físico;
• Diminuição de quedas;
• Prevenção de dores e lesões.

Além disso, com o passar dos anos, é comum que as pessoas diminuam seus afazeres e tarefas diárias, se aposentem e saiam menos de casa. Neste caso, a possibilidade de conviver com dor nas costas é grande. Ao longo do processo de envelhecimento, é natural que os discos intervertebrais desidratem, que a flexibilidade diminua, aumentando a chance de desenvolver artrose na coluna.

Entretanto, este é um processo natural, que deveria ser assintomático. Quando a pessoa tem sua mobilidade diminuída, como citado acima, esse processo natural torna-se exacerbado, aumentando o risco de dores. Mantendo hábitos saudáveis e se exercitando regularmente, uma pessoa idosa tem as mesmas condições de alguém mais jovem de ter ossos e músculos saudáveis, e viver com qualidade de vida e sem dor.


Com a maior longevidade da população, temos também o aumento das doenças crônico-degenerativas. Fazem parte deste grupo as doenças reumáticas, como artrite e artrose. O Pilates pode ser uma ótima alternativa de tratamento para estas patologias, atuando em diversas frentes. Além de trabalhar a amplitude de movimento, por meio de alongamentos, o Pilates tem seu papel na melhora da consciência corporal e, consequentemente, no realinhamento postural, diminuindo assim o atrito excessivo entre as articulações e o risco da formação de osteófitos.

Também trabalha o fortalecimento muscular, que protege e estabiliza a articulação e melhora a funcionalidade. Não só isso, mas o próprio movimento aumenta a lubrificação das articulações, diminuindo a dor e melhorando a qualidade do movimento. Juntando todos estes fatores, ocorre também uma diminuição importante do risco de deformidades articulares e melhora na qualidade de vida. Os exercícios podem ser realizados com baixo impacto e baixa sobrecarga, sem causar dor, sempre respeitando o limite de cada indivíduo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Princípios da Contrologia

Quem conhece um pouco sobre a história do Pilates sabe que o nome dado ao método por Joseph Pilates era “contrologia”. Isso porque o mais importante para ele era o controle total do corpo e da mente, por meio dos exercícios.

Sendo assim, se quisermos ser fiéis ao método, precisamos saber bem quais são estes princípios, e respeitá-los durante toda a execução dos movimentos. Desta forma, podemos garantir que eles estão sendo feitos da maneira correta, no posicionamento ideal, pois só assim teremos os resultados esperados, e o mais importante: estaremos prevenindo lesões!



Vamos falar agora sobre cada princípio:

Respiração:

A respiração é um dos princípios mais importantes do método Pilates, e por este motivo está presente em todos os exercícios. Devemos usar um padrão respiratório eupneico (não aumentar nem diminuir a frequência respiratória), utilizando a parte inferior do tronco. Você deve tentar expandir sua caixa torácica lateralmente na inspiração (quando puxar o ar), e durante a expiração (quando soltar o ar), enfatizar o fechamento da caixa torácica. Um bom jeito de visualizar isto é colocar as mãos na região das últimas costelas e senti-las abrindo para os lados na inspiração e descendo na expiração.

Também fica mais fácil se você respirar com os lábios semiabertos, tentando contrair o músculo transverso do abdome.

Concentração:

A concentração está diretamente relacionada com a atenção. Para realizar um exercício com concentração, precisamos estar atentos a todos os estímulos que recebemos. Estar presente com a mente, comandando os movimentos, para que eles saiam de forma harmoniosa, precisa e efetiva.

Devemos nos concentrar em cada parte do corpo, na sua disposição e se o alinhamento está correto. Também precisamos nos concentrar para respirar corretamente durante todo o movimento, e para executar a ação física da melhor forma possível, percebendo cada músculo que está ativado.

Alinhamento Postural:

Melhorar a postura é um dos motivos que levam milhares de pessoas a procurar o método Pilates. Ao contrário de exercícios de musculação, onde o foco é a parte do corpo que está contraindo, o Pilates é um exercício global. Todas as estruturas do corpo devem estar alinhadas durante a prática do Pilates. Sendo assim, até mesmo exercícios para as pernas ou braços estão focados na postura e melhoram a posição do tronco.

É importante ter a sensação de crescimento, tanto na coluna vertebral como nos membros, como se quiséssemos aumentar os espaços entre as vértebras e as outras articulações.


*Texto escrito para a Revista Pilates

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tendinopatia do tendão de Aquiles

O tendão calcâneo (também conhecido como tendão de Aquiles), é o maior e mais forte tendão do corpo humano. Ao mesmo tempo, ele é o mais acometido em pessoas que praticam atividades de alta sobrecarga na região da panturrilha, como a corrida, a dança; ou esportes que envolvam saltos, como vôlei e basquete.



É uma lesão por overuse, ou seja, ocorre principalmente quando há um excesso de treinamento, seja pela alta intensidade ou volume de treino, ou por falta do tempo de descanso entre um treino e outro.

Quando sobrecarregamos uma estrutura como o tendão, ocorrem microlesões locais, que são regeneradas após a atividade física. Entretanto, se o tempo de descanso for inadequado e voltarmos a sobrecarregar este tendão antes da sua regeneração, os micro traumas não cicatrizam e vão se somando, comprometendo a estrutura tendínea.

A degeneração crônica pode ocorrer, levando à tendinopatia, e a partir deste momento, sintomas como dor, rigidez e inchaço são comuns. O tendão mal cicatrizado e mais fracotambém fica mais susceptível a rupturas.

Alguns outros fatores que predispõe à tendinopatia de Aquiles são erro na técnica esportiva (pisada errada), pronação excessiva do pé, baixa flexibilidade dos músculos tríceps sural e isquiotibiais, fraqueza do glúteo médio e pouca mobilidade do tornozelo.

O Pilates é uma ótima alternativa para prevenir a instalação ou avanço dessa patologia, utilizando exercícios como alongamentos de cadeia muscular posterior, fortalecimento da musculatura de quadril, amplitude de movimento do tornozelo e estimulação do arco plantar medial.



Texto escrito para a Revista Pilates - leia o texto na íntegra aqui

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Salto alto - como minimizar seus malefícios?

Hoje publico um texto que escrevi especialmente para minha mais nova parceria: o Blog da Paulinha.

Apesar de ser um blog de moda, lá escreverei textos e dicas sobre saúde e atividade física, pois é um assunto de interesse geral, certo?

E pra juntar bem os dois assuntos, resolvi escrever sobre salto alto:

"Escrever sobre os malefícios do salto alto num blog de moda não é fácil.

Todo mundo sabe – e sente na pele – que salto alto não é a coisa mais confortável do mundo, que dói os pés, afeta a postura etc. E eu, como fisioterapeuta, poderia enumerar diversas lesões que o salto alto pode causar. Apesar disso, sei que vocês, ligadas no mundo fashion, não iriam deixar de usá-lo, até por que todas nós sabemos o charme que um scarpin traz para o look (a Paulinha que o diga, né? rsrs).

Então resolvi fazer algo diferente: ao invés de só listar estes problemas, vou dar a dica de alguns exercícios que vocês podem fazer para prevenir cada um deles. Assim, o uso deste tipo de sapato pode ser menos sofrido e trazer menos conseqüências.



A postura alterada devido ao uso do salto alto provoca aumento de aproximadamente 26% da pressão na patela (osso do joelho), onde é comum ocorrer osteoartrose nas mulheres.

Como prevenir?

O fortalecimento da musculatura da região do joelho ajuda a proteger a articulação do desgaste da osteoartrose.

Um bom exercício é o agachamento.




O movimento deve ser executado como na foto ou, pode ser no chão mesmo. (Aqui é um exemplo do exercício em uma aula de treinamento funcional, onde o bosu – essa meia bola laranja – está sendo usado para dificultar a execução. Na primeira imagem, o exercício é realizado com o bosu invertido).

Os joelhos não devem passar para frente das pontas dos pés (flexão de mais ou menos 90° do joelho), e também não podem se juntar.

Pode ser realizado de forma isométrica (fica parado nesta posição), ou isotônica (agachando e levantando).No primeiro caso, realizar 3 séries de 30 segundos a 1 minuto; e no segundo, 3 séries de 15 repetições.



Outro fator importante é a alinhamento do joelho. Se você já tem o joelho valgo (em “X”, ou para dentro), terá mais riscos de desenvolver osteoartrose.

Um bom exercício para isso é ficar em um pé só, como na foto, sem deixar que as espinhas ilíacas (aqueles ossinhos na frente do quadril) fiquem desalinhados.

O salto alto empurra o centro de gravidade do corpo para frente, causando desalinhamento dos quadris e coluna.

Como prevenir?"

Continue lendo o texto na íntegra


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pilates une flexibilidade, equilíbrio, força e vira bom aliado do corredor - Eu Atleta - Globo Esporte

Exercícios podem trabalhar a musculatura, postura e o alongamento, principalmente se aplicado de forma focada para o treino de corrida

Pilates é uma atividade que une força, flexibilidade e equilíbrio, prezando pela concentração, respiração e execução dos movimentos de forma fluida e com bom posicionamento do corpo. Ele pode ser um bom aliado do corredor para trabalhar sua força muscular postura, principalmente se aplicado de forma focada para a corrida.

O instrutor de Pilates pode trabalhar a correção da pisada por meio de exercícios para melhor posicionamento de tornozelos, joelhos e pelve. A força dos grupos musculares importantes para a corrida também pode ser treinada com a utilização da resistência das molas dos equipamentos: o glúteo médio, que mantém a pelve e o joelho alinhados; o glúteo máximo, importante na manutenção da postura ereta e impulsão; a panturrilha, que tem papel fundamental na absorção de impacto; e o quadríceps, principal motor do joelho.
*Texto escrito em parceria por mim e pela fisioterapeuta Raquel Castanharo

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Pilates pode prevenir lesões em corredores?

No meu último artigo para a Revista Pilates, falei sobre os benefícios do Pilates na corrida de montanha. Agora escrevi sobre a prevenção de lesões na corrida usando este método.


Confira:

"A corrida é um dos esportes mais praticados no mundo atual, por sua praticidade: pode ser praticado sozinho por qualquer pessoa. Por este motivo, muitas pessoas começam a correr sem nenhum tipo de orientação profissional, e com isso aumentam muito o risco de sofrer lesões.

As lesões mais comuns em corredores são a fascite plantar, a tendinopatia de Aquiles e a síndrome do estresse medial da tíbia (canelite): todas lesões crônicas. Isto ocorre pois a corrida é um esporte de impacto repetitivo; logo, qualquer desalinhamento na pisada irá causar uma sobrecarga inadequada na região, que se repetirá e se somará a cada passada, até que um microtrauma ocorra no local.

Além do padrão incorreto da pisada, outros fatores podem influenciar no risco aumentado destas lesões: excesso de treinos, com aumento abrupto do volume e/ou intensidade e tempo de descanso insuficiente entre os treinos; correr em piso muito rígido (como o concreto); insuficiência de força e desequilíbrios musculares nas pernas e pés; e arco plantar rebaixado ou muito alto também estão entre os fatores de risco para estes problemas crônicos.

O Pilates pode ser uma ótima ferramenta para a prevenção das lesões crônicas nestes atletas. O instrutor deve trabalhar a correção da pisada, por meio de exercícios para melhor posicionamento de tornozelos, joelhos e pelve."




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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

5 coisas que você precisa saber sobre dor nas costas

Este é o título da minha entrevista para o blog Bicha Fêmea, que é um "espaço virtual feminino e de variedades". Agora sou consultora de saúde do blog, e ainda irei postar lá muitas dicas!
Confira um pouquinho deste primeiro post:

"5 coisas que você precisa saber sobre dor nas costas

Uma delas e talvez a que configura um mito, é de que os anos de vida virão acompanhados por ela. Você também achou que seria assim? Pois é, enganou-se! Velhice não significa, necessariamente, dor nessa área. Essa e outras verdades importantes que podem fazer diferença na sua vida estão listadas neste post para sua informação e bem estar.

Eu tirei todas as dúvidas, por nós, com a Denise Pripas, que é fisioterapeuta e a mais nova consultora do blog. Sorte nossa! Agora temos mais uma fonte segura de boas informações para cuidar melhor do nosso corpo daqui pra frente. A saúde agradece! Quer ver o que descobri nessa entrevista? Vem!



[1] Bicha Fêmea – Estar acima do peso favorece a dor nas costas?

Sim. O sobrepeso pode sim ser um fator agravante para quem tem dor nas costas, principalmente se a pessoa tiver acúmulo de gordura na região abdominal (esse acúmulo é mais comum nos homens, enquanto nós mulheres temos frequentemente a gordura acumulada nos culotes; porém isso não é uma regra, e muitas de nós também acumulam gordura na região do abdômen). Neste caso, o nosso peso fica deslocado pra frente, e os músculos paravertebrais (das costas) tem que fazer mais esforço para nos segurar e não deixar que a gente “caia” para a frente. Porém isso não significa que todo mundo acima do peso terá dor nas costas! Um “gordinho condicionado” provavelmente terá menos dor que um “magrinho sedentário”.
[2] Bicha Fêmea – Envelhecer significa passar a ter dores na região?

Não necessariamente. Com o envelhecimento, é comum que muitas pessoas diminuam seus afazeres e tarefas diárias, se aposentem, saiam menos de casa, e até se exercitem menos. Se esse for o caso, a possibilidade de conviver com dor nas costas é grande. Ao longo do processo de envelhecimento, é natural que os discos intervertebrais desidratem, que a flexibilidade diminua, aumentando a chance de desenvolver artrose na coluna. Entretanto, este é um processo natural, que deveria ser assintomático. Quando a pessoa tem sua mobilidade diminuída, como citado acima, esse processo natural torna-se exacerbado, aumentando o risco de dores. Mantendo hábitos saudáveis e se exercitando regularmente, uma pessoa idosa tem as mesmas condições de alguém mais jovem de ter ossos e músculos saudáveis, e viver com qualidade de vida e sem dor.

[3] Bicha Fêmea – Passar muito tempo sentada agrava a situação?"

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pilates na corrida de montanha

Confira abaixo um trecho do meu artigo para a Revista Pilates:



"Já faz tempo que a corrida de rua se tornou um dos esportes mais praticados no Brasil. Entretanto, uma modalidade que vem sendo cada vez mais procurada é a corrida de montanha ou “trail running”.

Muita gente começa a correr e se atrai por essa modalidade devido à possibilidade de contato com a natureza, de conhecer diferentes cenários e vista, e de ter cada vez novas surpresas e desafios. Infelizmente, a maioria das pessoas ainda acha que é só “calçar o tênis e sair para a trilha”, mas por não ter um preparo prévio adequado, acaba se lesionando.

O Pilates pode ser um importante aliado ao corredor de montanha, servindo como complemento ao esporte. Os exercícios treinados em aula podem prevenir lesões e ainda melhorar o desempenho do atleta."

Quer saber quais os benefícios do Pilates na corrida de montanha? Acesse http://goo.gl/ky1nGg e confira a matéria na íntegra!!

Leia também:

terça-feira, 15 de abril de 2014

Tendinite do braquial: o “Cotovelo do Escalador”


Texto publicado no Blog de Escalada

Os membros superiores na escalada são essenciais para sustentar e deslocar o corpo. Devido a este alto grau de exigência, estudos mostram que a maior parte das lesões em escaladores acontece nos membros superiores.

Uma lesão muito comum na escalada é a tendinite do músculo braquial, e seu principal sintoma é dor na região anterior do antebraço.

Para entender melhor como ela ocorre, precisamos entender um pouco da anatomia e biomecânica do cotovelo.

Os principais músculos flexores do cotovelo são o bíceps braquial, o braquial e o braquiorradial.




O músculo braquial é o mais volumoso dos três, e se insere na região anterior do úmero e na tuberosidade da ulna. Por este motivo, é possível verificar por meio de eletromiografia (EMG) que ele é responsável pela maior parte da força de flexão de cotovelo, independente da posição do antebraço.

O bíceps braquial também é capaz de gerar muita força de flexão do cotovelo,porém somente quando o músculo está em posição neutra ou supinado (com a palma da mão virada para cima). Já com o antebraço em pronação (palma da mão para baixo), o sinal de EMG do bíceps braquial é quase nulo, mostrando que ele praticamente não participa do movimento nesta posição.

O braquiorradial é o menos volumoso e, portanto, contribui com menos força durante a flexão. Além disso, se o antebraço está pronado, este músculo tende a fazer flexão de cotovelo junto com movimento de supinação, e vice-versa.

Visto isso, podemos entender por que o músculo braquial é tão acometido. Durante a escalada, a maioria das pegadas é feita com a palma da mão para baixo. Como vimos na biomecânica, o bíceps braquial quase não atua nesta posição.

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Clique aqui e leia outros textos sobre escalada




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A importância da flexibilidade do escalador e como melhorá-la com o Pilates

Disponibilizo aqui mais um texto escrito para o Blog de Escalada:

"A flexibilidade é a capacidade que cada articulação tem de atingir determinado grau de movimento.Ela é determinada não só pela extensibilidade do músculo, mas também de outras estruturas como a cápsula articular, ligamentos e tendões.

A flexibilidade é influenciada por diversos fatores: idade, sexo e hereditariedade (fatores intrínsecos, imutáveis); e também por fatores extrínsecos como temperatura e hora do dia.Além disso, condição física, respiração e concentração também influenciam na capacidade de movimento articular. Estes são treináveis, e muito relacionados à prática do método Pilates.



A importância da flexibilidade no bom desempenho esportivo é notória: quando uma articulação não é capaz de realizar seu movimento completo, em toda sua amplitude, somos obrigados compensar esta falta de movimento em outra articulação, para assim conseguir atingir a função desejada.

Desta forma, o local onde a compensação ocorre fica sobrecarregado, e tem seu potencial de lesão aumentado. Portanto, o risco de distensão muscular, entorses e dores fica muito aumentado."


Leia também:


Saiba onde praticar clicando aqui.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Blog Descalada - nova parceria

Gostaria de anunciar a minha mais nova parceria: o Blog De Escalada.

O Blog De Escalada é uma revista online sobre escalada e montanhismo, super reconhecida neste meio. Traz uma grande variedade de notícias, entrevistas e novidades para quem curte escalar.



Além disso, traz artigos sobre a técnica de escalada em si, com informações muito úteis para quem se aventura neste esporte.

É nessa seção que entram os textos de fisioterapia esportiva (sobre prevenção de lesões e melhora de performance) que eu estou escrevendo para o Blog.

Quem quiser ver o primeiro, é só acessar o link abaixo:

Continuem acompanhando que em breve vem mais!!

Leia também: 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lesões mais comuns em corredores




A corrida é hoje um dos esportes mais populares no Brasil e no mundo. Esta popularidade é devida à facilidade de praticar esse esporte: é só calçar um tênis e sair correndo. Mas será que é tão simples assim?

A corrida é um esporte de impacto repetitivo, portanto qualquer fase da passada  que seja realizada de forma incorreta estará sendo repetida várias vezes em um treino ou prova, significando um microtrauma por estresse em alguma estrutura corporal.

Desta forma, um recente estudo da Universidade Cidade de São Paulo mostrou que as lesões mais comuns neste esporte são crônicas: síndrome do estresse medial da tíbia (a famosa "canelite"), tendinopatia de Aquiles e fascite plantar.



As causas mais comuns destes tipos de lesão são treinamento excessivo, alterações do padrão da corrida, treino inadequada e insuficiente força muscular da perna e pé.

Por isto, o treino da corrida, assim como de qualquer outro esporte, deve ser acompanhado por um profissional habilitado, que trabalhe a correção do gesto esportivo, para que o movimento não seja feito de forma inadequada e não estresse a articulação. 

Além disso, corredores deveriam realizar o teste da pisada com um fisioterapeuta do esporte, que possa trabalhar especificamente as necessidades de cada atleta em relação à sua pisada, diminuindo o risco de lesões e melhorando seu desempenho.
O atleta também deve trabalhar habilidades como propriocepção, controle muscular, equilíbrio e flexibilidade, e para isso o treinamento funcional e o Pilates são ótimos para complementar o treino dos corredores.

Em casos onde alguma dessas lesões já ocorreu, o ideal é parar ou diminuir o volume, intensidade e frequência dos treinos e consultar um fisioterapeuta.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Estimulação elétrica funcional (FES) em pacientes com AVE

Artigo publicado no Journal of Physics: The effect of Functional Electric Stimulation in stroke patients’ motor control – a case report

A estimulação elétrica funcional (EEF) vem sendo estudada há muito tempo como recurso terapêutico para redução da espasticidade de pacientes hemiplégicos, porém não existem estudos sobre o efeito da EEF no controle motor destes pacientes durante tarefas funcionais como a manutenção do equilíbrio. Investigou-se a ativação muscular de gastrocnêmio medial e semitendíneo de ambos os membros de um pacientes hemiparético durante a postura ereta autoperturbada antes e após a EEF de tibial anterior, por meio da eletromiografia de superfície. Calculou-se os instantes dos picos máximos de ativação muscular de GM e ST logo após uma autoperturbação motora, a fim de observar o sinergismo muscular entre estes dois músculos, e as possíveis estratégias de equilíbrio utilizadas (estratégia do tornozelo ou do quadril). No membro preservado ocorreu a esperada sinergia distal-proximal (GM seguido de ST) para pequenas perturbações, porém no membro espástico houve inversão da sinergia (proximal-distal) após a EEF. É possível que a intervenção da corrente elétrica tenha inibido vias sinérgicas devido ao efeito antidrômico, dificultando a utilização da estratégia do tornozelo no membro espástico.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Novos horizontes...

A Obbia Fitness é uma importante referência nas linhas sportwear, beachwear e fitness.

Preocupada não só com a venda de seus produtos, mas também em trazer informações aos seus consumidores, a Obbia mantém um blog com matérias sobre moda, esporte, saúde e bem-estar.

E olha só quem está lá, dando dicas para o período de trabalho:


Esse assunto já foi abordado aqui no blog, nas seguintes matérias:



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Alterações motoras nos diabéticos


Uma das doenças crônicas com maior prevalência no mundo é a diabetes, e uma de suas mais graves complicações é a neuropatia diabética. 


O pé do diabético neuropata sofre diversas alterações, entre elas os distúrbios de sensibilidade, e por este motivo torna-se importante um cuidado maior com os pés de quem tem esta doença.

Entretanto, além das alterações de sensibilidade, os diabéticos neuropatas podem ter também alterações na ativação muscular, afetando atividades como andar, subir e descer escadas.

Principais alterações musculoesqueléticas dos neuropatas durante o andar:
- diminuição da amplitude de movimento do tornozelo;
- alterações na velocidade e comprimento dos passos;
- maior tempo de duplo apoio (enquanto os dois pés estão tocando o chão);
- atraso na ativação da musculatura distal da perna;
- menor força de propulsão.

Como os neuropatas tendem a andar mais devagar, percebemos pouco estas alterações, porém em situações em que eles são obrigados a andar mais rápido (para atravessar a rua, correr atrás de um ônibus, desviar de alguma coisa) ou realizar tarefas mais difíceis como subir e descer uma rampa ou escada, estas alterações ficam ainda mais visíveis.

Veja artigos sobre estas alterações durante:

Somando estas alterações musculares e articulares às alterações sensitivas já discutidas, vemos que os diabéticos neuropatas apresentam uma dificuldade motora importante em tarefas simples do cotidiano e, portanto, devem realizar um programa de fisioterapia precoce para evitar ou minimizar estes déficits.